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girl on film

by ana sofia santos

30
Dez25

"Heated Rivalry": um dos fenómenos televisivos de 2025

Com um propósito, mas com mais chama do que substância!

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Não resisti e fui espreitar a série mais falada do momento: Heated Rivalry. A narrativa acompanha dois atletas de elite do hóquei no gelo, pertencentes a equipas rivais do campeonato profissional - um canadiano, outro russo - que, além de representarem as respectivas selecções nacionais, alimentam uma rivalidade feroz dentro e fora do gelo. Essa competição intensa cruza‑se com uma relação pessoal marcada por forte atracção, choques de ego e segredos cuidadosamente guardados.

Baseada no romance homónimo de Rachel Reid, integrante da série literária Game Changers, a adaptação televisiva é claramente pensada para um público jovem. O argumento revela-se frágil e previsível, e a realização raramente consegue elevar o material de base. Hudson Williams, no papel de Shane Hollander, e Connor Storrie, como Ilya Rozanov, cumprem o necessário.

 

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Ainda assim, Heated Rivalry está envolta num hype considerável. Não apenas pelo evidente apelo físico de Connor Storrie, mas sobretudo pela sua ousadia, e isso importa reconhecer. A série assume-se abertamente como uma história gay, sem subterfúgios ou hesitações, incluindo momentos de intimidade filmados com frontalidade pouco habitual no mainstream. Se Queer as Folk marcou o seu tempo nas versões britânica (1999) e norte‑americana (2000), Heated Rivalry surge como uma proposta ainda mais provocadora, especialmente num contexto contemporâneo em que extremismos vários continuam a ameaçar liberdades individuais e representações diversas.

Produzida no Canadá, a série estreou no serviço de streaming Crave, estando também disponível internacionalmente através da HBO Max (ainda ausente do catálogo nacional). O sucesso de audiência garantiu já a renovação para uma segunda temporada - sinal de que, independentemente das suas fragilidades artísticas, a proposta encontrou um público e, talvez, um próposito.

 

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Um extra: a série inclui a presença de César Bórgia, que é como quem diz, o muito sexy François Arnaud.

 

Imagens: IMDb

06
Dez25

Opinião | "Sean Combs: The Reckoning": um monstro anunciado

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A minissérie “
Sean Combs: The Reckoning”, realizada por Alexandria Stapleton e produzida por Curtis “50 Cent” Jackson, recompõe a carreira de Diddy sem grandes novidades. Reorganiza episódios já conhecidos: o contexto e a influência nos assassinatos de Tupac e de Biggie, o abuso de poder na indústria, o desrespeito pelos músicos que produzia, os maus-tratos a mulheres e homens, as drogas. A série recorre também a vídeos filmados dias antes da detenção do artista, que lhe dão um impacto particular, sobretudo no terceiro episódio, em que o videógrafo contratado pelo próprio Diddy regista uma ida a Harlem onde ele demonstra um desprezo absoluto por quem o aborda, um relato cru, perturbador e, francamente, asqueroso. Os testemunhos de antigos colaboradores são verdadeiros pregos no caixão, reforçando o retrato incriminatório. 50 Cent e a realizadora têm ainda especial cuidado em mostrar que Diddy era uma nulidade enquanto músico e, sobretudo, enquanto gangster que sonhava ser mas nunca conseguiu; sempre fingiu ser e usou outros para o ser. Visto assim, Puff Daddy dispensa qualquer esforço adicional para se revelar como alguém profundamente detestável.

22
Set25

Trailer para “The Mandalorian & Grogu”

Pedro Pascal, Sigourney Weaver e batalhas épicas numa galáxia muito, muito distante...

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O universo Star Wars prepara-se para regressar em força ao cinema com The Mandalorian & Grogu, o aguardado filme realizado por Jon Favreau, que traz para o grande ecrã a dupla adorada da série da Disney+: Din Djarin, o Mandaloriano, interpretado por Pedro Pascal, e Grogu, a pequena criatura sensível à Força que conquistou fãs em todo o mundo. Com estreia marcada para 22 de maio de 2026, o filme promete uma aventura épica, repleta de ação, emoção e novos desafios numa galáxia ainda marcada pelo caos após a queda do Império.

O trailer oficial revela sequências intensas e visuais impressionantes, com Mando e Grogu a enfrentarem robôs hostis, monstros alienígenas e até um AT-AT em colapso numa encosta montanhosa. Entre os destaques estão combates numa arena contra uma criatura semelhante a um Rancor, e aparições especiais de personagens como Babu Frik, de A Ascensão de Skywalker, e Zeb Orrelios, da série animada Star Wars Rebels.

 

15
Set25

Opinião | "Running Point", os bastidores do basquetebol com humor e estilo

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A Netflix apostou numa fórmula vencedora com Running Point, uma série que alia ritmo acelerado, humor leve e bastidores do desporto profissional. Com episódios curtos — entre 26 e 33 minutos — a produção conquista pela sua energia contagiante e pela capacidade de equilibrar irreverência com autenticidade.

A narrativa centra-se em Isla Gordon (Kate Hudson), que assume inesperadamente a liderança de uma equipa masculina de basquetebol depois de o irmão ser internado numa clínica de reabilitação. Hudson revela-se uma escolha acertada, entregando uma protagonista carismática, com um timing cómico apurado e uma presença que sustenta o tom descontraído da série. O núcleo familiar é reforçado por Drew Tarver e Scott MacArthur, que interpretam os irmãos Sandy e Ness Gordon, respetivamente, e ajudam a construir uma dinâmica simultaneamente absurda e afetuosa.

 

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O elenco principal inclui ainda Brenda Song (Ali Lee), Fabrizio Guido (Jackie Moreno), Chet Hanks (Travis Bugg) e Toby Sandeman (Marcus Winfield), todos com desempenhos sólidos que contribuem para a leveza e fluidez da narrativa. O elenco secundário — com destaque para Jay Ellis (Jay Brown), Keyla Monterroso Mejia (Ana Moreno), Dane DiLiegro (Badrag Knauss), Uche Agada (Dyson Gibbs) e Roberto Sanchez (Stephen Ramirez) — acrescenta diversidade e humor, enquanto as participações especiais de Justin Theroux (Cam Gordon), Max Greenfield (Lev Levenson) e Scott Evans (Charlie) funcionam como momentos de celebração do universo desportivo.

05
Set25

“The Dead Dance": Fusão gótica entre Lady Gaga e Tim Burton

LadyGaga.jpg© Lady Gaga / YouTube

 

Lady Gaga lançou o vídeo do single The Dead Dance, realizado por ninguém menos que Tim Burton, em paralelo à sua participação especial na série Wednesday, da Netflix. A produção funde o estilo sombrio e surreal de Burton com a teatralidade vibrante de Gaga, resultando numa obra visual repleta de humor macabro, dança e fantasia.

O vídeo começa com Gaga rodeada por bonecas bebé que ganham vida ao som da batida. A artista multifacetada lidera uma coreografia intensa com dançarinos mascarados, em cenários que alternam entre luz e escuridão. O figurino é da autoria de Colleen Atwood, e a coreografia foi criada por Parris Goebel, com participação de Corey Baker.

 

27
Ago25

Opinião | Wolfs: estilo, química e elegância - mas pouco mais

- Atenção: o texto que se segue pode conter spoilers! -

 

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Dois “fixers” profissionais — interpretados por George Clooney e Brad Pitt — são contratados para resolver o mesmo problema: fazer desaparecer discretamente um corpo num hotel de luxo em Nova Iorque. Forçados a colaborar, veem-se envolvidos numa noite repleta de complicações, perseguições e encontros inesperados com figuras do submundo criminal. Ao longo de uma narrativa que tenta equilibrar o suspense com o humor negro, a dupla percorre a cidade numa espécie de jogo do gato e do rato, onde os papéis de caçadores e presas se vão trocando.

 

Realização e produção
O filme é realizado e escrito por Jon Watts, conhecido pela trilogia Spider-Man protagonizada por Tom Holland. Clooney e Pitt não só protagonizam como também produzem o filme através das suas empresas Smokehouse Pictures e Plan B Entertainment, em parceria com Apple Studios e a Columbia Pictures.

 

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Contacto

ana sofia santos: agirlonfilm@sapo.pt

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