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girl on film

by ana sofia santos

22
Set25

Trailer para “The Mandalorian & Grogu”

Pedro Pascal, Sigourney Weaver e batalhas épicas numa galáxia muito, muito distante...

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O universo Star Wars prepara-se para regressar em força ao cinema com The Mandalorian & Grogu, o aguardado filme realizado por Jon Favreau, que traz para o grande ecrã a dupla adorada da série da Disney+: Din Djarin, o Mandaloriano, interpretado por Pedro Pascal, e Grogu, a pequena criatura sensível à Força que conquistou fãs em todo o mundo. Com estreia marcada para 22 de maio de 2026, o filme promete uma aventura épica, repleta de ação, emoção e novos desafios numa galáxia ainda marcada pelo caos após a queda do Império.

O trailer oficial revela sequências intensas e visuais impressionantes, com Mando e Grogu a enfrentarem robôs hostis, monstros alienígenas e até um AT-AT em colapso numa encosta montanhosa. Entre os destaques estão combates numa arena contra uma criatura semelhante a um Rancor, e aparições especiais de personagens como Babu Frik, de A Ascensão de Skywalker, e Zeb Orrelios, da série animada Star Wars Rebels.

 

06
Ago25

Opinião | The Fantastic Four: First Steps. Um reboot estilizado, mas sem alma

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The Fantastic Four: First Steps, lançado a 25 de julho de 2025, apresenta uma nova abordagem ao icónico grupo da Marvel, transportando-o para uma Terra alternativa e ambientada nos anos 1960. Reed Richards, Sue Storm, Johnny Storm e Ben Grimm ganham poderes após uma missão espacial e enfrentam Galactus, cujo arauto é uma nova encarnação do Silver Surfer: Shalla‑Bal, interpretada por uma mulher. A narrativa acompanha a equipa na tentativa de proteger o planeta e o bebé prestes a nascer de Sue, que poderá tornar-se um ponto focal cósmico para Galactus.

Pedro Pascal interpreta Reed Richards / Mr. Fantastic, um cientista brilhante e líder natural. Embora traga uma presença firme ao papel, o argumento pouco explora a sua dimensão emocional ou o potencial carismático do ator. Vanessa Kirby, como Sue Storm / Mulher Invisível, oferece uma interpretação serena e subtil. O facto de representar a primeira super-heroína grávida num filme da Marvel é relevante, mas essa faceta é tratada de forma superficial. Curiosamente, a atriz surgiu grávida na estreia do filme, o que levanta a dúvida sobre se essa condição pessoal influenciou a inclusão da gravidez da personagem no argumento — uma escolha que, embora promissora, não é devidamente explorada. Joseph Quinn assume o papel de Johnny Storm / Tocha Humana, com carisma e humor eficaz em momentos pontuais, embora sem uma verdadeira evolução da personagem. Ebon Moss‑Bachrach, como Ben Grimm / Coisa, apresenta uma interpretação melancólica, que infelizmente resvala para a caricatura devido à limitação do texto — uma caricatura que desperdiça a veia bem-humorada e versátil do ator.

Julia Garner, interpreta Shalla‑Bal / Silver Surfer numa ousada inversão de género. Apesar da sua presença visual marcante, a personagem surge como mero adereço digital, sem carga dramática significativa. Ralph Ineson encarna Galactus, o vilão cósmico, mas a sua presença é fugaz e pouco ameaçadora. A armadura em motion-capture não consegue conferir à personagem a gravidade e imponência necessária, tornando-a apenas numa espécie de ameaça decorativa.

 

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Cool+Early+Concept+Art+Revealed+For+Galactus+in+TH

 

Sob a realização de Matt Shakman, veterano de WandaVision, o filme procura homenagear a estética retrofuturista dos anos 60, com influências visuais de Kubrick, cenários práticos, miniaturas e lentes vintage. O resultado visual é sólido e estilizado, mas a narrativa não acompanha essa ambição estética. Falta-lhe leveza e humor, densidade e uma direção emocional coesa, o que surpreende vindo de um realizador com experiência tanto em drama como em comédia.

 

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Apesar da reimaginação temporal ser competente em termos de cenografia e guarda-roupa, não acrescenta substância à história. O enredo avança de forma previsível e superficial. A escolha de transformar Silver Surfer numa mulher é ousada, mas revela-se vazia. Julia Garner como Shalla‑Bal representa um ponto de inovação, mas a personagem carece de arco narrativo e impacto emocional — a ideia permanece meramente estética. Galactus, enquanto vilão, é demasiado fraco. A sua presença não gera tensão nem contribui para uma narrativa mais profunda.

Existem momentos de química e humor, sobretudo entre Johnny e Ben, e o grupo demonstra familiaridade e camaradagem. Contudo, isso não compensa a ausência de estrutura dramática ou de um propósito narrativo sólido. O guião está carregado de exposição e carece de conflito genuíno. A história arrasta-se, sem originalidade ou frescura.

 

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The Fantastic Four: First Steps prometia ser um reinício ousado no universo Marvel, mas acaba por repetir o padrão das anteriores adaptações falhadas da equipa. Apesar de contar com um elenco competente e uma estética retro apelativa, o filme tropeça numa narrativa fraca e num desenvolvimento superficial das personagens. A inclusão de Shalla‑Bal como aposta na diversidade de género é subaproveitada e não acrescenta profundidade ao enredo. No fim, o que sobra é uma visão estilizada mas sem coragem, longe da riqueza e impacto que os fãs conhecem das bandas desenhadas criadas por Stan Lee e Jack Kirby — as únicas versões verdadeiramente memoráveis do Quarteto Fantástico.

 

Imagens: Divulgação

03
Jul25

Opinião | Materialists: amor à prova de algoritmos

 

- Atenção: o texto que se segue contem spoilers! -

 

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Materialists — que em Portugal recebeu o título O Match Perfeito — é realizado por Celine Song (Past Lives) e conta a história de Lucy (Dakota Johnson), uma “matchmaker” de sucesso em Manhattan, especializada em juntar pessoas em relações teoricamente perfeitas. No dia do casamento de uma cliente, Lucy reencontra John (Chris Evans), o seu ex-namorado, agora a trabalhar como empregado de catering. Ao mesmo tempo, conhece Harry (Pedro Pascal), irmão do noivo, um investidor milionário, encantador e com todas as qualidades que Lucy recomenda aos seus clientes.

Num misto de ironia e vulnerabilidade, Lucy vê-se dividida entre dois mundos opostos: o amor antigo, imperfeito mas autêntico, e a promessa de uma vida nova, confortável e segura. Entre paixão e estabilidade, autenticidade e estatuto, o dilema está lançado — e Lucy é forçada a questionar tudo aquilo em que sempre acreditou sobre o amor.

 

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O regresso necessário da [boa] comédia romântica

Num panorama cinematográfico dominado por super-heróis, distopias e narrativas sombrias, Materialists surge como um bálsamo inesperado — e profundamente necessário. A comédia romântica, tantas vezes subestimada, regressa aqui com sofisticação, inteligência emocional e um olhar contemporâneo sobre os eternos dilemas do coração.

Celine Song demonstra que o género não precisa de fórmulas gastas, mas sim de personagens credíveis, conflitos reais e uma sensibilidade apurada para os paradoxos do amor moderno. Este não é apenas um filme sobre um triângulo amoroso — é uma dissecação subtil daquilo que hoje chamamos “amor” e da forma como, tantas vezes, o confundimos com conforto, capital e compatibilidade estatística.

Quando bem feita, a comédia romântica revela verdades difíceis com leveza quase invisível. Materialists faz isso com graça, estilo e uma dose equilibrada de honestidade.

 

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Entre o velho e o novo, entre a paixão e a segurança

O grande mérito do filme está na sua recusa em moralizar. John representa a paixão desorganizada, o caos emocional, a memória partilhada — mas também a instabilidade financeira, a falta de rumo e a insegurança. Harry, por outro lado, é mais velho, estável, gentil, culto… mas talvez muito previsível.

Lucy é o espelho da modernidade emocional: uma mulher que aprendeu a calcular, medir, prever. Mas o amor não é um algoritmo, nem uma folha de Excel. O filme convida-nos a reflectir: será que tememos o amor verdadeiro precisamente porque ele é, por natureza, instável?

 

O vazio dos filtros e as relações criadas por algoritmos

Materialists faz uma crítica subtil — mas certeira — à cultura das apps de encontros. Lucy, na sua profissão, representa o culminar dessa lógica: o amor como produto, com critérios de selecção tão rígidos quanto os de uma entrevista de emprego. Altura, património, peso, formação académica — tudo é filtrado, pouco é sentido.

E, no entanto, é fora dessa bolha que a personagem principal reencontra emoção: na imperfeição do ex-namorado, na espontaneidade dos gestos que não cabem num catálogo algorítmico. O filme não condena a tecnologia em si, mas questiona o que perdemos quando deixamos que o amor se transforme apenas numa lista de requisitos.

 

Banda sonora: emoção e nostalgia

A banda sonora, da autoria de Daniel Pemberton, é outro ponto alto. Oscila entre o minimalismo emocional e um romantismo nostálgico, com destaque para temas originais e a presença marcante de faixas indie, como “My Baby (Got Nothing At All)” da banda Japanese Breakfast — um tema que encapsula o dilema de Lucy entre “ter tudo” e “sentir alguma coisa”.

Cada cena tem uma assinatura sonora própria que não distrai, mas acentua: os momentos com Harry são acompanhados por composições estruturadas e elegantes; com John, a música é mais crua, desordenada, emocionalmente exposta.

 

Fotografia: contraste emocional

Filmado em 35mm por Shabier Kirchner, o visual de Materialists é deliberadamente contrastante. As cenas com Harry são compostas, estáveis, com cores quentes e luz suave, quase cinematográficas demais — reflectindo o seu papel de “homem ideal”. Com John, a câmara é mais instável, os planos mais apertados, e os tons frios dominam — tudo parece mais real, mais frágil, mais humano.

Nova Iorque, por sua vez, nunca se impõe, mas está sempre presente: não como postal turístico, mas como espaço emocional, onde o passado e o futuro colidem.

 

Guarda-roupa: elegância com narrativa

O guarda-roupa, da responsabilidade de Katina Danabassis, funciona como uma extensão silenciosa mas poderosa das personagens — e, em particular, da protagonista. Lucy, interpretada com subtileza por Dakota Johnson, veste-se com uma precisão quase clínica: vestidos minimalistas, cortes sofisticados, paletas neutras. Cada peça transmite controlo, sofisticação e distanciamento emocional, como se a sua imagem fosse uma armadura cuidadosamente construída para o mundo que ela própria ajuda a coreografar. No entanto, à medida que a sua estrutura emocional começa a vacilar, o figurino acompanha essa transformação com uma subtileza notável: começa a usar tecidos mais orgânicos, silhuetas menos rígidas, cores mais vulneráveis. É uma mudança quase imperceptível, mas profundamente reveladora.

Também os homens da narrativa são definidos visualmente com precisão. John surge sempre desalinhado, mas com identidade — roupas gastas, camadas descoordenadas, mas autênticas. Já Harry é o epíteto do homem “de catálogo”: impecavelmente vestido, talvez até em demasia, como se cada peça tivesse sido escolhida para agradar a um algoritmo. Através do guarda-roupa, Danabassis não veste apenas as personagens — revela, detalhe a detalhe, quem elas são e quem tentam ser.

 

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Materialists é uma comédia romântica para adultos — no melhor sentido da palavra. Inteligente e sofisticada, mas com momentos de verdadeiro encanto, é uma reflexão moderna sobre o amor num tempo em que tudo é quantificável. Celine Song lembra-nos que, por trás dos filtros, ainda há algo profundamente humano à espera de ser redescoberto.

 

 

Imagens: Divulgação A24 / IMDb

 

15
Nov18

Pedro Pascal dança para a Happy Socks

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A Happy Socks entrou no espírito natalício e divulgou uma campanha / vídeo para a sua última colecção. A marca de meias e roupa interior recrutou o actor Pedro Pascal para ser a estrela dos anúncios. A realização coube a Tim Erem e o resultado é colorido, divertido e replecto de referências e charme old-school.

 

26
Out17

Pedro Pascal + Loewe | Solo, a fragrância



A marca espanhola Loewe convidou Pedro Pascal para ser o protagonista da campanha para a sua nova fragrância, Solo. O actor chileno dá ao anuncio carisma e personalidade. Gonzalo Machado fotografou Pascal e Pablo Hermida filmou o actor em Principe Pio Station (Madrid). O spot teve ainda a direcção artística Kiko de la Rica e musica de Nach.


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ana sofia santos: agirlonfilm@sapo.pt

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