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Wuthering Heights [O Monte dos Vendavais], a nova adaptação cinematográfica do clássico de Emily Brontë, chega às salas de cinema portuguesas a 14 de fevereiro, com realização de Emerald Fennell - a mesma mente criativa por trás de Saltburn. A cineasta transformou o universo gótico e turbulento da obra num espetáculo visual ousado, onde o guarda-roupa assume papel central. Margot Robbie e Jacob Elordi lideram o elenco, dando corpo e intensidade à paixão devastadora entre Catherine e Heathcliff.
Em entrevista à edição britânica da Vogue, a premiada figurinista Jacqueline Durran revelou que a estética do filme não segue de forma literal a moda do século XIX. Em vez disso, mistura elementos da era vitoriana com alusões a décadas posteriores, criando um imaginário anacrónico e teatral, quase como se os personagens existissem fora do tempo. A designer procurou "captar emoção através da roupa", combinando tecidos de época com cortes inesperadamente modernos.



Winona Ryder deixou o universo de Hawkins para surgir num registo totalmente diferente no novo videoclipe de A$AP Rocky. A actriz marca assim o seu primeiro projecto após Stranger Things, assumindo um papel central no vídeo de “Punk Rocky”, tema que antecipa a nova fase criativa do rapper nova-iorquino.
A colaboração pode parecer inesperada, mas faz sentido dentro do imaginário que envolve este lançamento. O próximo álbum de A$AP Rocky, Don’t Be Dumb, conta com capa concebida por Tim Burton, cineasta com quem Winona Ryder construiu algumas das personagens mais memoráveis da sua carreira. Essa ligação estética e simbólica aproxima universos criativos distintos, mas complementares, onde o cinema, a música e a moda se cruzam.

A viagem sempre foi um dos pilares centrais da Louis Vuitton. Fundada em 1854, a casa de moda francesa começou por desenvolver artigos de viagem de excelência para uma clientela exigente, destacando-se desde cedo pelos seus icónicos baús de ripas, que marcaram de forma duradoura a história e a inovação no design de bagagem. Esta herança continua a servir de ponto de partida criativo para a marca, onde o saber-fazer artesanal se cruza com uma visão contemporânea do movimento e da descoberta.
Foi precisamente esse espírito que Pharrell Williams, Director Criativo de Moda Masculina, explorou na colecção Primavera/Verão 2026. Inspirada por uma viagem à Índia, a proposta resultou de um contacto directo com artesãos locais, nomeadamente impressores têxteis e ateliers tradicionais, integrando referências culturais, técnicas manuais e uma abordagem sensorial ao vestir, alinhada com a ideia de percurso e transformação.




Não resisti e fui espreitar a série mais falada do momento: Heated Rivalry. A narrativa acompanha dois atletas de elite do hóquei no gelo, pertencentes a equipas rivais do campeonato profissional - um canadiano, outro russo - que, além de representarem as respectivas selecções nacionais, alimentam uma rivalidade feroz dentro e fora do gelo. Essa competição intensa cruza‑se com uma relação pessoal marcada por forte atracção, choques de ego e segredos cuidadosamente guardados.
Baseada no romance homónimo de Rachel Reid, integrante da série literária Game Changers, a adaptação televisiva é claramente pensada para um público jovem. O argumento revela-se frágil e previsível, e a realização raramente consegue elevar o material de base. Hudson Williams, no papel de Shane Hollander, e Connor Storrie, como Ilya Rozanov, cumprem o necessário.


Ainda assim, Heated Rivalry está envolta num hype considerável. Não apenas pelo evidente apelo físico de Connor Storrie, mas sobretudo pela sua ousadia, e isso importa reconhecer. A série assume-se abertamente como uma história gay, sem subterfúgios ou hesitações, incluindo momentos de intimidade filmados com frontalidade pouco habitual no mainstream. Se Queer as Folk marcou o seu tempo nas versões britânica (1999) e norte‑americana (2000), Heated Rivalry surge como uma proposta ainda mais provocadora, especialmente num contexto contemporâneo em que extremismos vários continuam a ameaçar liberdades individuais e representações diversas.
Produzida no Canadá, a série estreou no serviço de streaming Crave, estando também disponível internacionalmente através da HBO Max (ainda ausente do catálogo nacional). O sucesso de audiência garantiu já a renovação para uma segunda temporada - sinal de que, independentemente das suas fragilidades artísticas, a proposta encontrou um público e, talvez, um próposito.

Um extra: a série inclui a presença de César Bórgia, que é como quem diz, o muito sexy François Arnaud.
Imagens: IMDb

A exposição The House on Utopia Parkway: Joseph Cornell’s Studio Re-Created by Wes Anderson na Gagosian Paris estabelece um diálogo fascinante entre dois universos criativos: o do cineasta Wes Anderson e o do artista Joseph Cornell.

Cornell, pioneiro do surrealismo nos Estados Unidos, ficou célebre pelas suas caixas de assemblage, pequenas vitrinas que combinam objetos encontrados, imagens e elementos poéticos, criando mundos encapsulados que evocam nostalgia e sonho. Anderson, por sua vez, é conhecido pelo seu estilo cinematográfico meticuloso, marcado por paletas cromáticas rigorosas, simetria perfeita e narrativas que misturam humor, melancolia e referências culturais.

ana sofia santos: agirlonfilm@sapo.pt
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